Assembleia Municipal de Lisboa
Foto Reinaldo RodriguesGlobal Imagens
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CML
Lisboa quer passes sociais com acesso a táxis e bicicletas
03-01-2018 AML /JN
O modo de circular em Lisboa vai começar a mudar já em 2018

Novos pacotes de mobilidade, integram novas modalidades de transporte nos passes sociais, como táxi, Uber, carsharing ou bikesharing. São medidas do grande plano de reduzir a circulação automóvel em Lisboa que inclui a necessidade de abordar o problema também pelo lado das escolas, uma vez que se estima que, em Lisboa, cerca de 150 mil pessoas usem o carro sobretudo para levar e buscar as crianças à escola.

As novidades incluem também soluções de pós-pagamento nos serviços de transporte, possivelmente no primeiro semestre de 2018, revelou o vereador da Câmara Municipal de Lisboa (CML) com o pelouro da mobilidade e segurança, Miguel Gaspar.

"O objectivo é dar maior flexibilidade ao utente que pode necessitar, por exemplo, de usar um táxi quatro ou cinco vezes por mês ou uma bicicleta, para além de autocarro e metro", disse o vereador. E tudo pode ser operacionalizado através do telemóvel.

É a intermodalidade do século XXI, que pressupõe também transportes mais acessíveis e interligados.

São medidas que se inserem no grande plano de reduzir a circulação automóvel em Lisboa e fixar mais pessoas na cidade. Para isso, Miguel Gaspar defende a necessidade de abordar o problema também pelo lado das escolas, uma vez que se estima que, em Lisboa, cerca de 150 mil pessoas usem o carro sobretudo para levar e buscar as crianças à escola.

"Devemos ter uma abordagem junto das escolas para que as crianças cresçam numa nova cultura de transporte público, dando-lhes competências para os usar, a partir de uma certa idade."

Miguel Gaspar ressalva que "se temos metas ambiciosas para 2030 e 2040 em matéria de mobilidade mais ecológica, há que intervir nas crianças de hoje que vão ser adultos nessa altura".

Ainda no que à rede escolar diz respeito, o vereador considera que faz sentido ter um plano de mobilidade para cada escola, envolvendo os pais. "Será que não podemos ter soluções de transporte partilhado para levar as crianças à escola?", questiona o vereador lisboeta.

Segundo Miguel Gaspar, 52% das viagens em Lisboa são feitas de carro contra uma média de 30% de referência em cidades europeias.

Para a melhoria da mobilidade, a autarquia está igualmente a realizar investimentos em centros de controlo de tráfego e em redes de dados. Em causa está um protocolo com a Waze, uma plataforma digital que fornece informação sobre o trânsito, acidentes e cortes de via, através da ligação ao sistema de tráfego municipal.

A Câmara Municipal de Lisboa tem previsto um investimento da ordem dos 10 milhões de euros nos próximos dois a três anos, que envolvem a CML, a EMEL e a Carris.

A melhoria das opções de estacionamento, a cargo da EMEL, é outra aposta da autarquia, que está a estender a oferta aos parques destinados a bicicletas.