Reuniões da AML retomam em Setembro

O próximo plenário da Assembleia Municipal de Lisboa está previsto para dia 11 de setembro às 15.00.

Assembleia Municipal de Lisboa
Um futuro de vias partilhadas?
Lisboa quer revolucionar mobilidade
05-09-2016 Patrícia Susano Ferreira, Destak

Fim da sinalização vertical está no futuro próximo do centro histórico. CML pretende começar pelo Bairro Alto, colocando a sinalização nas fachadas em vez de nos passeios. Ruas partilhadas, estão ainda em estudo. ACA-M elogia, mas pede mais medidas de acessibilidade.

Imaginar carros e peões a circular no mesmo espaço – e respeito mútuo – pode ser a de mobilidade para o futuro do centro histórico de Lisboa. Apesar de a solução de ruas partilhadas ainda não estar em vigor e de haver um longo caminho a percorrer nesse sentido, a autarquia da capital está interessada em melhorar a circulação de pessoas e automóveis e pretende começar a intervenção na zona do Bairro Alto, retirando os sinais de trânsito dos passeios e colocando-os nas fachadas dos edifícios.

A medida é vista com bons olhos pelo presidente da Associação de Cidadãos Auto-Mobilizados (ACA-M) que defende que nestas zonas históricas – com ruas e passeios "os semáforos deviam ser retirados e as ruas partilhadas por carros e peões", sobretudo "porque os automobilistas neste tipo de vias são mais cautelosos e prudentes". "A sinalização vertical não é necessária se existir uma boa sinalização horizontal", sublinha Manuel João Ramos. O bairro do Arco do Cego é um exemplo positivo de uma 'zona 30' onde "há um bom convívio entre peões e automobilistas", algo que podia ser alargado a zonas como "Madragoa, Lapa e Castelo".

Apesar de ver com bons olhos a medida, o presidente da ACA-M lembra que numa cidade em que "30% da população tem mais de 65 anos", os semáforos têm tempos demasiado curtos para que os peões consigam passar em segurança. Manuel João Ramos gostava de ir mais além no que respeita a trânsito: "o ideal seria seguir o exemplo de Marselha e tirar os carros da Avenida da Liberdade".

O Destak procurou saber qual o ponto da situação junto do Gabinete do vereador da Mobilidade de Lisboa, mas até ao fecho da edição não obteve resposta.